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21 de Janeiro de 2021
2º Grau
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Tribunal Regional Federal da 1ª Região TRF-1 - APELAÇÃO CIVEL : AC 0001438-90.2000.4.01.3300 BA 0001438-90.2000.4.01.3300

Detalhes da Jurisprudência
Processo
AC 0001438-90.2000.4.01.3300 BA 0001438-90.2000.4.01.3300
Órgão Julgador
2ª TURMA SUPLEMENTAR
Publicação
e-DJF1 p.498 de 29/02/2012
Julgamento
14 de Dezembro de 2011
Relator
JUÍZA FEDERAL ROSIMAYRE GONCALVES DE CARVALHO
Documentos anexos
Inteiro TeorAC_1438_BA_1331845548613.doc
Inteiro TeorAC_1438_BA_1331845548613_1.doc
Inteiro TeorAC_1438_BA_1331845548613_2.doc
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Ementa

PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL. CONVERSÃO. INSALUBRIDADE. ATIVIDADE EXERCIDA SOB A ÉGIDE DA CLT. PATRULHEIRO LOTADO NO DNER. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO NOS DECRETOS 53.831/64, 83.080/79 E 2.172/97. PROVA PERICIAL.

1. O eventual acréscimo de tempo de serviço de patrulheiro rodoviário federal, lotado no DNER, sob o regime celetista, não é regulada pela Lei Complementar nº 51, de 1985. No caso, o apelado, (até 12/12/1990) não era servidor policial, mas patrulheiro rodoviário, nem era lotado no Departamento Federal de Segurança Pública, mas no Departamento Nacional de Estradas e Rodagens, de modo que não se lhes aplicam as disposições especiais dos arts. da Lei n. 3.313/57 e 1º da Lei Complementar n. 51/1985. Ademais, sequer alegou que desenvolvia atividade estritamente policial no período cogitado, nem existe prova nos autos nesse sentido.
2. Sob a legislação comum, não se pode se deferir o pedido, uma vez que, no que tange à atividade de patrulheiro rodoviário, não é possível enquadrá-la nas disposições dos anexos dos Decretos n. 53.831/64 e 83.080/79. Tampouco logrou demonstrar que, embora não constante de forma expressa nos anexos dos Decretos n. 53.831/64 e 83.080/79, a atividade de patrulheiro rodoviário seria prejudicial à saúde ou à integridade física, na forma do disposto no Enunciado n. 198 do extinto TFR, inclusive porque o adicional somente foi pago após 1996. Ademais, pondero que não juntou qualquer documento relativo ao período pretendido, sequer cópia do contracheque para demonstrar o recebimento de adicional nesse interstício.
3. De ver-se que o adicional de periculosidade tem regulamentação clara no Decreto no 97.458, de 11 de janeiro de 1989, sendo imprescindível a realização de laudo pericial. Assim, sem a juntada do laudo relativo ao período, ou mesmo contracheques demonstrativos do recebimento do adicional no período pretendido, não há direito comprovado nestes autos à conversão do tempo de serviço pelo fator 1.4. 4. Mantenho os honorários sucumbenciais conforme fixado na sentença.

Acórdão

A Turma Suplementar, por unanimidade, negou provimento à apelação.
Disponível em: https://trf-1.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/21389708/apelacao-civel-ac-1438-ba-0001438-9020004013300-trf1